
Nas eleições legislativas americanas, os cidadãos da capital da nação não têm direito de voto.
Cada um dos 50 estados americanos elege dois deputados para o Senado (câmara alta do Congresso) e um número de deputados proporcional à sua população para a Câmara de Representantes (câmara baixa).
De dois em dois anos, a América vai a votos, mas os 600 mil habitantes de Washington não podem participar. A cidade é representada no Congresso apenas por dois deputados com o estatuto de observadores, sem voto.
O mais curioso é que a grande maioria dos norte-americanos não faz ideia de que os cidadãos da sua capital não votam para o Congresso.
As matrículas dos carros de Washington D.C., a capital do país, ao contrário da maioria dos outros estados em que as mensagens são símbolos e lemas, têm uma mensagem política "Taxation without representation", "impostos sem representação".
A história dos direitos políticos de Washington é complexa, mas trata-se essencialmente de uma história de poucos direitos. Até 1961, os habitantes de Washington não podiam sequer votar nas eleições para a presidência. Para além de não ter representação no Congresso, Washington não tem um parlamento estadual. A cidade tem uma câmara municipal e um "mayor" eleito democraticamente, mas mesmo este "autogoverno" limitado é recente. Só em 1974 é que o "mayor" de Washington passou a ser eleito directamente, e a sua independência é relativa - os seus actos estão submetidos à supervisão e autorização do Congresso.
O direito ao voto na capital dos EUA é uma luta antiga e actualmente a DC Vote está a tentar a aprovação de uma lei que dê direito de voto aos washingtonianos.